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António Alves: uma grande figura da história de Colares

Histórias por Jofre alves 6 de Outubro de 2020

António Alves, nasceu no concelho de Colares, filho de Álvaro Luís da Quinta e de Inês Leal (1540).

Foi pajem grave da Câmara d’El-Rei Dom Sebastião (1557 – 1560); moço da Câmara d’El-Rei Dom Sebastião, Nosso Senhor (1560 – 1578); juiz dos órfãos interino da vila de Colares e anexos (1572); escudeiro-fidalgo da Casa Real d’El-Rei Dom Sebastião (1572); alcaide serventuário da Alcaidaria de Colares, em nome do alcaide-mor Conde da Castanheira (1577); moço da Câmara d’El-Rei Dom Henrique, Nosso Senhor (1578 – 1580); cavaleiro-fidalgo da Casa Real d’El-Rei Dom Henrique, Nosso Senhor (1579); capitão da Companhia de Ordenanças da Vila de Colares e anexos (1579); guarda-mor da Saúde da Vila de Colares (1579); vereador da Câmara Municipal de Colares (1580); Juiz Ordinário e Presidente da Câmara de Colares (1585); mordomo e procurador dos frades do Convento de Santa Ana do Carmo de Colares (1590).

Casou com Maria Francisca Pires, irmã de Francisco Pires, Senhor da Quinta da Ribeira da Sarrazola.

Faleceu na vila de Colares e foi sepultado dentro do Convento de Santa Ana de Colares (18 de Agosto de 1606).

Por: Jofre Alves

Colares e o Conde do Lavradio: Nota biográfica de um grande diplomata

Histórias por Jofre alves 28 de Setembro de 2020

Conde do Lavradio, desenho a lápis de Domingos Sequeira, feito em 1824.

D. Francisco de Almeida Portugal, filho de D. António Máximo de Almeida Portugal Soares de Alarcão Melo Castro Ataíde Eça Mascarenhas da Silva e Lencastre, Marquês do Lavradio, e de D. Ana Teles da Silva, nasceu em Lisboa (1796).

Foi fidalgo; acompanhou seu pai, a Corte e o Rei na retirada para o Brasil, perante a invasão francesa, onde residiu (1807 – 1818); proprietário; diplomata; comendador daa Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa (1818); conselheiro de embaixada de Portugal na Corte de Madrid e Espanha (1818 – 1819); conselheiro de embaixada na Corte de Paris e França (1819 – 1822); secretário da embaixada de Portugal em Paris (1824); político; Ministro e Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros (Agosto de 1826 – Junho de 1827); fidalgo da Casa Real (1826); Conselheiro de Estado Honorário (1826); parlamentar; deputado da Nação às Cortes pela província da Beira (1826 – 1828); veador da Casa da Infanta Dona Isabel Maria (1827 – 1828); emigrado político por ser partidário do liberalismo e da Constituição (1828 – 1834); enviado extraordinário e ministro plenipotenciário de Portugal para a Corte de Paris e França, em nome do Governo da Regência e do Imperador Dom Pedro do Brasil (1830 – 1833); escritor (1834); 2.º Conde do Lavradio, por mercê da Rainha Dona Maria II (Dezembro de 1834); ministro plenipotenciário para a Corte de Madrid (1835 – 1836); enviado extraordinário a Inglaterra e a França (1835); Par do Reino (Outubro de 1835); ministro plenipotenciário encarregado de negociar o casamento da Rainha Dona II com o Príncipe Fernando de Saxónia-Coburgo-Gota (1835); na sequência do decreto liberal que encerrou os conventos e mosteiros, comprou o Convento de Santa Ana do Carmo de Colares, transformado em quinta e casa de habitação privada (1835); proprietário em Colares (1835); pede autorização ao Governo e ao Cardeal Patriarca de Lisboa para retirar os corpos que estavam sepultados na Sala do Capítulo da sua Quinta de Santa Ana do Carmo de Colares, antigo convento, para que a possa transformar em sala de jantar (Outubro de 1840); exumação e transladação de todos os corpos que estavam sepultados na Sala do Capítulo do Convento de Santa Ana do Carmo de Colares, agora transformado em sua quinta privada e casa de habitação (Setembro de 1845); Ministro e Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros (1846); Par do Reino (1846); ministro plenipotenciário para a Corte de Londres e Inglaterra (1851 – 1869); presidente da Câmara dos Pares do Reino (1858 – 1870); embaixador de Portugal em Roma e Itália (1869 – 1870).

Faleceu em Roma (1870).

Por: Jofre Alves

Monumento Pré-Histórico da Praia das Maçãs – Parte II

Histórias por Jofre alves 15 de Setembro de 2020

Em 1927 foi acidentalmente descoberto um importante monumento megalítico na Praia das Maças, escavado em rocha há cerca de cinco mil anos. No passado dia 7 de Setembro de 2020 visitei, pela segunda vez, o monumento funerário pré-histórico, para constatar in loco o seu estado de conservação, indo para tal em companhia do amigo Bruno Loureiro, gerente do Restaurante O Loureiro, da Praia das Maçãs, que amavelmente tirou algumas fotografias para ilustrar a situação actual do tholos.

Monumento Pré-Histórico da Praia das Maçãs – Parte I

Histórias por Jofre alves 8 de Setembro de 2020

Vista parcial da câmara principal do monumento pré-histórico da Praia das Maçãs, observando-se a galeria de passagem para a câmara ocidental, em segundo plano. Fotografia de 1961.

Este importantíssimo monumento sepulcral, foi descoberto em 1927 nos terrenos de Henrique Miguel dos Santos, quando fazia uma surriba no Outeiro das Mós, a 500 metros da praia atlântica. Nessa ocasião foi recolhido algum espólio jazente, tais como fragmentos cerâmicos, pontas de seta, conchas de marinhas, fragmentos ósseos humanos e de animais. 

Escavado em rocha pelos nossos antepassados durante o calcolítico, há cerca de cinco mil anos como estação funerária, era composto por uma câmara escavada na rocha; um pequeno corredor revestido por muro de pedra; uma câmara de falsa cúpula, em forma circular e com cinco metros de diâmetro; um novo corredor de acesso ao exterior, com três metros de comprimento; um átrio com dois metros de largura.

Este notável e antiquíssimo monumento megalítico e funerário foi alvo de algumas campanhas arqueológicas, a primeira das quais decorreu em 1961. Apesar de ter sido declarado monumento nacional em Dezembro de 1974, o monumento megalítico encontra-se em estado de decadência e (quase) abandono, completamente coberto de areia, canaviais, outra vegetação e lixo. Pelo menos assim estava quando visitei o conjunto arqueológico em 2017.

Por: Jofre Alves

Vinho de Colares em destaque na imprensa nacional

Noticias 4 de Setembro de 2020

O Vinho de Colares está em destaque no suplemento da revista Sábado, GPS, desta quinta-feira, dedicada ao tema “Vinhos a caminho do mar”.

A publicação destaca que Colares é a Região Demarcada mais ocidental da Europa continental e a mais pequena região produtora de vinhos tranquilos do País e menciona que o vinho Ramisco de Colares foi o primeiro vinho que Portugal exportou pelo mundo.

As vinhas desta região, situadas próximo do mar e sujeitas aos ventos marítimos muito fortes, são protegidas por paliçadas de canas, conferindo um aspeto muito especial à paisagem vinícola.  As características únicas do vinho de Colares devem-se às castas, solo e clima temperado e húmido no verão e, ainda, ao fato de 80% da vinha estar instalada em “chão de areia”. As caraterísticas destes solos fizeram desenvolver uma forma única de plantio.  As vinhas ramisco de Colares são das poucas castas originais da Europa que ainda subsistem.

Saiba mais sobre o vinho de Colares AQUI.

Comércio de Sintra pode retomar horários pré pandemia

Noticias 25 de Agosto de 2020


Os estabelecimentos comerciais de Sintra podem retomar os horários de funcionamento que tinham antes da pandemia, após a decisão do Conselho de Ministros que permite às autarquias fazer alterações de acordo com parecer das forças de segurança e da autoridade local de saúde, deixando de vigorar a obrigatoriedade de abrirem às 10h00 e encerrarem às 20h00.

O presidente da Câmara Municipal de Sintra, Basílio Horta, referiu que “houve unanimidade, junto das entidades, relativamente à proposta que a Câmara de Sintra apresentou para que os estabelecimentos de comércio e prestação de serviços possam voltar a ter o horário que tinham antes da pandemia”.

O autarca sublinhou que esta determinação tem efeitos imediatos e que os comerciantes interessados poderão alargar o horário de funcionamento dos seus estabelecimentos, mediante comunicação prévia e compromisso de honra em como cumprirão todas as recomendações exigidas. 

Na base desta decisão de restabelecer os horários está a evolução favorável da situação da pandemia no município e a necessidade de combater os efeitos económicos e sociais negativos.

Importa fomentar o reinício da atividade económica com a plenitude possível, face à atual situação de pandemia que ainda vivemos, sendo para isso determinante a retoma dos hábitos de consumo inerentes aos horários preexistentes sem nunca perder de vista as limitações inerentes à proteção da saúde pública.

Os proprietários ou titulares dos estabelecimentos que pretendam praticar os horários anteriores à pandemia ficam obrigados a apresentar à Câmara Municipal de Sintra uma comunicação prévia da qual conste a manifestação expressa da sua vontade nesse sentido, com a indicação do horário de abertura e encerramento do respetivo estabelecimento.

A apresentação deve ser feita através de e-mail (para dlae@cm-sintra.pt) ou apresentada junto dos serviços da autarquia, previamente ao inicio da pratica do novo horário.

Declaração sob compromisso de honra AQUI

Consulte o Despacho nº 44-P/2020 AQUI

O extinto concelho de Colares

Histórias por Jofre alves 25 de Agosto de 2020

O concelho de Colares foi extinto em 1855 e anexado ao município de Sintra, mas a fotografia mostra o estado do pelourinho municipal e a antiga Casa da Câmara de Colares, em foto datada de 1951.

Por: Jofre Alves

Colares e Uma Pintura do Rei Dom Carlos

Histórias por Jofre alves 17 de Agosto de 2020

Dom Carlos foi Rei de Portugal (1889 – 1908); diplomata; cientista; oceanografista; ornitologista; pintor de aguarelas; fotógrafo; caçador; lavrador.

Em 1885, sendo ainda Príncipe Real e herdeiro da Coroa, esteve em Colares, onde pintou diversos quadros, entre as quais esta belíssima aguarela com a legenda «Varzea de Collares. 1885».

Por: Jofre Alves

“Dou todos os dias o máximo” diz Pedro Filipe, Presidente da J. F. Colares, em entrevista ao Correio de Sintra

Noticias 10 de Agosto de 2020

Pedro Filipe, Presidente da J. F. Colares, em entrevista ao jornal Correio de Sintra queixa-se da falta de locais onde depositar os resíduos verdes, e outros resíduos, como monos, que são depositados ilegalmente pela freguesia, entre outras situações, dando conta das condições de funcionamento do Centro de Saúde de Colares, dizendo que “sempre foi pequeno. É mínimo”, para servir a população. “Como está, é um caos”.

Ainda sobre o Centro de Saúde de Colares diz, “Já falei com o presidente [Basílio Horta], que se mostrou sensibilizado com esta nossa preocupação” dando a entender que “o espaço vai ser requalificado, com a instalação de um módulo da parte de trás do atual edifício. Tenho a promessa e acredito no presidente da Câmara de Sintra na requalificação daquele espaço”.

Leia a entrevista na integra no jornal Correio de Sintra

Especial Colares

Faria da Costa: Um Arquitecto da Praia das Maças

Histórias por Jofre alves 3 de Agosto de 2020

João Guilherme Faria da Costa, nasceu na vila de Sintra (1906).

Foi diplomado em urbanismo pelo Instituto de Urbanismo da Universidade de Paris (1935); fez a casa da Praia das Maçãs no Bairro dos Arquitectos (1935); licenciado em Arquitectura pela Escola de Belas Artes de Lisboa (1936); arquiteto urbanista; tinha uma casa de residência na Praia das Maçãs; funcionário dos serviços técnicos da Direcção-Geral dos Serviços de Urbanização e Obras da Câmara Municipal de Lisboa (Janeiro de 1938 – Agosto de 1946); projecto de ampliação da Câmara Municipal de Sintra (1943); projeto de um restaurante com esplanada na Praia das Maçãs (1944); projecto do Cinema Carlos Alberto, na Portela de Sintra (1944); projecto do Edifício Casino na Praia das Maças (1945); professor da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa (Novembro de 1945); projecto do edifício na Avenida Heliodoro Salgado, em Sintra (1946); plano de urbanização de São José da Urca, freguesia de Colares (1946); projecto de reclassificação do Santuário de Santa Luzia, em Viana do Castelo (1948);  projecto de alteração e ampliação da Casa Rústica na Avenida do Atlântico, no Rodízio, concelho de Sintra (1948); vencedor do Prémio Valmor / Prémio Municipal de Lisboa em Arquitectura, com um edifício no Restelo (1952); projecto da piscina da Praia das Maçãs (1952); projeto da moradia Martinho no lugar das Marinhas de Banzão, freguesia de Colares (1955); projecto do posto de abastecimento de gasolina da Praia das Maças (1959).

Faleceu em Lisboa (1971).

O seu nome consta da toponímia das Azenhas do Mar, freguesia de Colares; o seu nome consta da toponímia do Bairro da Encarnação, em Lisboa (1971); o seu nome consta da toponímia da freguesia de Carnaxide, em Oeiras.

NOTA: Como a obra urbanística do arquitecto Faria da Costa é vastíssima, optamos por referenciar somente os trabalhos que fez no concelho de Sintra, com uma ou outra excepção.

Jofre Alves

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